O Clarinete é um instrumento de sopro constituído por um tubo cilíndrico (barrilhete, corpo superior, corpo inferior e campana), com uma boquilha cónica de uma única palheta e chaves (hastes metálicas, ligadas a tampas para alcançar orifícios aos quais os dedos não chegam naturalmente), atingindo o seu timbre um som aveludado e encorpado grave, médio, agudo e super-agudo devido à vibração da palheta pelo sopro do clarinetista. Sendo este um dos últimos instrumentos de sopro introduzidos na formação da orquestra clássica, encontra-se junto à flauta, oboé, fagote, corno inglês e saxofone e é usado até hoje nas maiores orquestras do mundo.
A família do Clarinete é composta por vários instrumentos:
O seu sistema de chaves também é variado e foi evoluindo com o tempo. No inicio do séc. IXX o Clarinete tinha entre 6 e 7 chaves e por volta de 1811 Iwan Muller fez vários melhoramentos (13 chaves) que se popularizaram com o nome de Sistema Muller, dando origem a três sistemas ainda usados com o nome Albert ou Simples (usado no leste europeu e no sul dos Estados Unidos em bandas de Jazz – 13 chaves e 2-4 anéis), Klezmer (o preferido pelos clarinetistas) e o Oehler (usado principalmente na Alemanha e Áustria – 22 chaves e 5 anéis). Hoje em dia o sistema mais usado é o Boehm (16-17 chaves e 6 anéis), que se tornou o sistema padrão das flautas transversais.
É um instrumento transpositor, pois a nota escrita na partitura é diferente da nota verdadeira, devido à afinação, o que faz com que seja necessário haver uma transposição de notas para que este toque no tom real.
As possibilidades harmónicas, o grande controle de dinâmicas que o instrumento permite, a grande agilidade, a grande extensão de notas, a sua natureza de timbres e o poder sonoro dão ao Clarinete uma posição de destaque nas orquestras actuais.
| Patrícia Antunes |
| Segunda | -- |
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| Quinta | 18h-21h |
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| Sábado | -- |