O aparecimento da flauta bisel (ou flauta doce) ocorre, provavelmente, no Séc. XII, sendo o resultado de uma evolução gradual de instrumentos populares, os quais já possuíam embocadura em forma de apito. Na Renascença, a flauta era vista não como instrumento solista mas mais apropriado à música de conjunto. Era constituída por uma única peça e a sua extensão, de uma oitava mais uma sexta maior, era, por isso, suficiente. Executava-se normalmente em Igrejas.É pelas mãos de Hottterre que passa a transformação da flauta renascentista em flauta barroca. Esta vai ter um diâmetro menor, com o tubo a estreitar para o fim; divide-se em três partes; orifícios menores. O material preferido continua a ser a madeira de buxo. Todavia, constroem-se flautas de marfim, o que permite ornamentos esculpidos. Aparecem, ainda, flautas com orifícios duplos para os meios tons mais graves, tornando as flautas totalmente cromáticas.
Durante o Séc. XVIII a flauta de bisel cai em desuso, sobressaindo-se a transversal, devido ao aumento das orquestras e das salas de espectáculo: a flauta de bisel tinha uma tessitura pouco apropriada e volume reduzido.
No fim do Séc. XIX, Joseph Cox Bridge, C. welch, F. W. Galpin e Arnold Dolmetsch elaboraram um trabalho de pesquisa que permitiu o renascimento deste instrumento. Dolmetsch constrói em 1919, a sua primeira flauta de bisel.
Nas últimas décadas do Séc. XX o interesse pelos instrumentos antigos levou muitos construtores a fazerem cópias de flautas renascentistas e barrocas.
Nas escolas Crescendo proporcionamos um verdadeiro ensino da flauta bisel, para alunos a partir dos 6-7 anos de idade, adequando o ensino ao tempo, dedicação e possibilidades de cada um.
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